- Autor
- Antonio Djalma Braga Junior
- Revista
- Aufklärung: journal of philosophy
- Edição
- 7 / 1
- Ano
- 2020
- DOI
- 10.18012/arf.v7i1.47324
- Páginas
- p.117-128
- Idioma
- pt
A obra IaG de Kant é uma referência para os estudos sobre a história porque nos apresenta uma concepção especulativa dessa disciplina. Essa obra também nos aponta o pano de fundo moral que essa concepção especulativa da história pretende demonstrar. Por isso, podemos analisar a filosofia da história de Kant como um complemento de sua filosofia moral. A pergunta que deve ser feita diante de tal posicionamento é exatamente essa: como o filósofo consegue demonstrar estes resultados? A resposta a isso nos leva à tese do progresso na filosofia da história de Kant, mas que de certa forma é bastante comum no século XVIII: a história só teria sentido se pudesse ser compreendida a partir da noção de um progresso contínuo. Kant procura defender a possibilidade, no campo da história, de que a Natureza ou a Providência esteja executando um plano a longo prazo que trará benefícios à humanidade enquanto espécie, ainda que exija o sacrifício do bem-estar da mesma enquanto indivíduo. Kant demonstra que podemos compreender com a razão, e sua capacidade inventiva, que a humanidade está em pleno desenvolvimento ao longo do curso da história, ainda que não possamos ver o desenvolvimento no indivíduo, mas apenas na espécie.
