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História, natureza e finalidade em David Hume: History, nature and finality in David Hume

Marcos Balieiro

Autor
Marcos Balieiro
Revista
Modernos & Contemporâneos - International Journal of Philosophy [issn 2595-1211]
Edição
4 / 8
Ano
2020
Idioma
pt-BR
2020Marcos Balieiro. História, natureza e finalidade em David Hume: History, nature and finality in David Hume. Modernos & Contemporâneos - International Journal of Philosophy [issn 2595-1211], v. 4, n. 8, 2020.1

Trata-se de explicar de que maneira Hume teria se posicionado quanto às teorias segundo as quais a história transcorreria nos termos de um progresso rumo à perfeição da sociedade humana. Essa posição, que era defendida por autores como Turgot, e que alguns anos depois da morte de Hume teria em Kant um de seus defensores mais conhecidos, dependia da consideração de que a história estaria vinculada ao curso da própria natureza. Pretende-se estabelecer que, mesmo considerando que Hume esteja de acordo com a existência de uma ligação desse tipo, ele não poderia aceitar a ideia de história como um progresso rumo à perfeição moral porque sua epistemologia não permite que a natureza (e, portanto, nem a história), entendida em sua totalidade, se porte segundo uma teleologia. Isso permite, ainda, diferenciar a maneira como Hume concebe a história daquela que se vê em outros autores escoceses da época.