- Autor
- Felipe Assunção Martins
- Revista
- PÓLEMOS – Revista de Estudantes de Filosofia da Universidade de Brasília
- Edição
- 13 / 30
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.26512/pl.v13i30.57926
- Páginas
- 348 - 353
- Idioma
- pt
As imagens em anexo são fruto de um processo filosófico e visual que remonta às reflexões desenvolvidas em 2021, no contexto de uma disciplina ofertada por Hilan Bensusan no Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade de Brasília (UnB). Durante aquele período, em meio à experiência da pandemia de Covid-19, emergiram as primeiras formulações em torno do termo Homo Pandemicus, pensado não como um conceito fechado, mas como figura que tensiona o paradigma da excepcionalidade humana diante de seus próprios limites — seja em sua relação com a técnica, com a natureza ou com formas de alteridade radical. Com o tempo, essa figura filosófica foi sendo aprofundada em diálogo com autores como Feuerbach, Heidegger, Fabián Ludueña-Romandini e o próprio Bensusan, especialmente a partir do problema da projeção antropológica e do colapso da metafísica da subjetividade na contemporaneidade técnica. O surgimento e a difusão das inteligências artificiais não apenas intensificaram esse debate, como deslocaram a questão para um novo plano: o da coexistência ontológica com formas de inteligência não-humana que já não podem mais ser pensadas como instrumentos subordinados à racionalidade humana.
