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Hume e as teorias morais vulgares

Marco Antonio Oliveira de Azevedo

Autor
Marco Antonio Oliveira de Azevedo
Revista
Princípios: Revista de Filosofia (UFRN)
Edição
18 / 29
Ano
2011
Páginas
321-338
Idioma
pt
2011Marco Antonio Oliveira de Azevedo. Hume e as teorias morais vulgares. Princípios: Revista de Filosofia (UFRN), v. 18, n. 29, p. 321-338, 2011.1

Quais sáo as teorias vulgares da moralidade criticadas por Hume na famosa passagem is-ought? Quais eram seus defensores? Neste ensaio, trato de algumas diferenças entre Hume e Hutcheson que podem iluminar algumas respostas. Hume, ao contrário de Hutcheson, combateu toda forma de separaçáo da natureza humana em componentes naturais e divinos. O conceito de simpatia cumpre uma funçáo essencial nesse aspecto. Há bons indícios de que o jovem Hume adotou no Tratado uma estratégia abertamente crítica a todas as teorias morais defendidas pelos pensadores, religiosos e moralistas de sua época. Isso inclui o voluntarismo contratualista, as éticas racionalistas, bem como as concepções religiosas influenciadas pelo dogmatismo evangélico escocês. Nisso Hume distanciou-se de Hutcheson, pois sua crítica também incluía as visões influenciadas pelas teorias do direito natural com referência na providência divina. A passagem is-ought sinaliza essa intençáo. Todavia, todo esse ímpeto juvenil resultou numa série de maus resultados pessoais, o que o levou, na maturidade a mitigar sua agressividade filosófica e a adotar, em seus escritos, uma atitude mais equilibrada.