- Autor
- Duane Davis
- Revista
- Revista de Filosofia Aurora
- Edição
- 37
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.1590/2965-1557.037.e202532314
- Idioma
- en
A noção de hiperreal de Jean Baudrillard comemora o fato de termos ultrapassado a era da metafísica, em que o real era o padrão das imitações. Agora as imitações se tornaram mais reais do que a realidade que imitam. A posição de Baudrillard surgiu da teoria crítica, mas sustentava que, junto com a era da metafísica, havíamos ultrapassado os “dramas da alienação”. Em muitas das obras de Baudrillard, parece que as pessoas exploradas estão, de fato, desempenhando o papel de alienados na sociedade. Ofereço uma desconstrução dessa posição perigosa com base em análises literárias da peça final de Molière, O Hipocondríaco, e do romance de Dan DeLillo, Ruído Branco, bem como do trabalho de Denis Guénoun sobre as implicações políticas do teatro. Essa desconstrução do hiperreal de Baudelaire revela a promessa de uma crítica política fenomenológica estética.
