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IMAGINAÇÃO EM SARTRE E BACHELARD

Sandra Regina Simonis Richter, Felipe Augusto Kopp

Autor
Sandra Regina Simonis Richter, Felipe Augusto Kopp
Revista
Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia
Edição
11 / 30
Ano
2019
DOI
10.36311/1984-8900.2019.v11.n30.04.p38
Páginas
38 - 61
Idioma
pt
2019Sandra Regina Simonis Richter, Felipe Augusto Kopp. IMAGINAÇÃO EM SARTRE E BACHELARD. Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia, v. 11, n. 30, p. 38 - 61, 2019.2

Este artigo contrasta as abordagens fenomenológicas de imaginação em Jean-Paul Sartre e em Gaston Bachelard para problematizar a longa tradição filosófica ocidental de desqualificação da imagem, a qual exclui do campo do conhecimento a dimensão do sensível. Ambos os filósofos contribuíram para negar a psicologização da imagem ao retirá-la da sujeição da percepção e da memória, porém, o realizaram com consequências opostas na relação entre a imaginação e o conhecimento. Se Sartre relaciona a imaginação a um ato de nadificação do conteúdo da percepção e descreve a intencionalidade da consciência imaginante a partir da referência do objeto sobre o fundo de sua ausência, Bachelard a descreve como dinamismo organizador da percepção ao afirmar a autonomia realizadora da imaginação como evento de linguagem. O que emerge, no contraste entre ambas as fenomenologias da imaginação, é a interrogação pela concepção de linguagem como representação dos aspectos observáveis e conhecidos do mundo, dada pelo privilégio da visão nas teorias do conhecimento.