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Implicações do Pensamento de Wittgenstein para o Ensino de Línguas

Base Filosófica

Revista
Cadernos de História e Filosofia da Ciência
Edição
14 / 2
Ano
2017
Páginas
29
Idioma
pt
2017Base Filosófica. Implicações do Pensamento de Wittgenstein para o Ensino de Línguas. Cadernos de História e Filosofia da Ciência, v. 14, n. 2, p. 29, 2017.1

Ao contrário da filosofia analítica, e mais especificamente da teoria dos atos de fala, cu­jos reflexos podem ser claramente notados em parâmetros curriculares, materiais, atividades e pro­cedimentos didáticos da área, o legado de Wittgenstein tem encontrado pouca ou quase nenhuma repercussão na pedagogia de línguas estrangeiras. Gräz (2000) propõe-se a fazer tal mediação, mas acaba por obter efeito inverso ao proclamado, na medida em que sua argumentação cria confusão conceitual, no lugar de dissolvê-la. Como alternativa, sugiro a mobilização de conceitos como jogo de linguagem e semelhança de família para superar a concepção essencialista de linguagem que per­passa muitas atitudes e expectativas do alunato, e de parte significativa dos próprios professores da área. O uso da terapia das confusões conceituais na pedagogia de línguas poderia evitar que proce­dimentos destinados à “facilitação didática” acabem mais gerando do que resolvendo problemas. A discussão de alguns exemplos, retirados sobretudo do domínio da gramática, visa ao mesmo tempo caracterizar os pressupostos essencialistas que estão por trás desse tipo de dificuldade e apontar ca­minhos para sua superação. Palavras-chave: Ensino de línguas. Filosofia da linguagem. Wittgenstein.