Artigo
Ver fonte original- Autor
- Flávio Weinstein Teixeira
- Revista
- Antíteses
- Edição
- 9 / 18
- Ano
- 2017
- DOI
- 10.5433/1984-3356.2016v9n18p325
- Páginas
- 325-345
- Idioma
- pt
2017Flávio Weinstein Teixeira. Impregnado de eternidade. O Recife em Manuel Bandeira. Antíteses, v. 9, n. 18, p. 325-345, 2017.1
Neste artigo procuro argumentar em torno da feitura e, de maneira lateral, do modo como foram lidos os poemas de Manuel Bandeira que tomam o Recife por matéria poética (Evocação do Recife; Minha Terra; Recife). Pelo prisma da feitura, o que procuro demonstrar é que Bandeira partilhava de uma concepção de cultura que conferia elevado valor ético-estético às manifestações e formas tradicionais constitutivas da arte e cultura nacional. Daí sua fácil assimilação por parte de uma intelligentsia pernambucana, que, por sua vez, fixou uma leitura “regionalista” desses poemas, tornando-os exemplares de determinada concepção que situava num passado idealizado as referências de um modo de vida que estava a se perder
Palavras-chave:
