- Autor
- Diogo Gurgel
- Revista
- PENSANDO - REVISTA DE FILOSOFIA
- Edição
- 14 / 33
- Ano
- 2024
- DOI
- 10.26694/pensando.vol14i33.4230
- Páginas
- 148-166
- Idioma
- pt
Em artigos recentes, Shaun Gallagher e colaboradores estabeleceram uma abordagem segundo a qual metáforas enativas diferem de metáforas linguísticas ao integrarem um know-how habitual, não representacional, que pode ser caracterizado nas bases do ver-como (seeing-as). No presente trabalho, eu examino a contribuição dessa abordagem não apenas para uma teoria contemporânea da metáfora, mas também para a elucidação dos modos de atuação de metáforas na lida habilidosa. Minha posição é de que o modelo não dá conta de situações em que a excelência da ação exija habilidades de ajuste e de transformação online dos modos de percepção e do acoplamento com o ambiente. Buscando uma via alternativa, proponho um modelo de percepção imaginativa que comporte a atuação online de esquemas e imagens mentais nas bases da abordagem simulacionista e multimodal de conceitualização desenvolvida por Lawrence Barsalou.
