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INFIRMITAS. Niilismo, nada, negação

Rosario Pecoraro

Tese
Autor
Rosario Pecoraro
Orientador(a)
Eduardo Jardim de Moraes
Universidade
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO — PUC-RIO
Programa
FILOSOFIA
Grau
DOUTORADO
Ano
2006
2006Rosario Pecoraro. INFIRMITAS. Niilismo, nada, negação. 2006. Tese (DOUTORADO em FILOSOFIA) — PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO, RJ. Orientador(a): Eduardo Jardim de Moraes.2

As relações entre niilismo, nada, negação. A enfermidade (infirmitas), que parece atravessar a Civilização Ocidental, e as (vãs) tentativas de curá-la mediante um movimento ancípite e incessante de (im)posição/substituição. O tremor originário diante do nada; as tentativas de anulá-lo, de neutralizar a sua potência; as irrupções do nihil na história do pensamento, o """"resgate"""" do seu sentido em alguns, significativos, momentos da filosofia contemporânea. O niilismo considerado não apenas como """"fenômeno"""" histórico, ligado à Modernidade e à sua crise. A negação – e um novo sentido seu – que não se reduz à indicação de uma outra positividade. A aporia da não-afirmação não excludente; alguns rastros estéticos. Esse é o mapa, impreciso e inquietante, que orienta a nossa tese; que se delineia e se desenvolve a partir de um horizonte contemporâneo (obras, autores, interlocutores, questões...), no qual estamos inseridos e pelo qual somos de contínuo provocados, e em um decisivo, inevitável, confronto com alguns dos grandes topoi do pensamento ocidental.