INFORMAÇÃO A PARTIR DE REGRAS: CONSIDERAÇÕES PARA ASOLUÇÃO DO ESCÂNDALO DA DEDUÇÃO PELA SEMÂNTICA INFERENCIAL-PRAGMÁTICA
RALPH LEAL HECK
- Autor
- RALPH LEAL HECK
- Orientador(a)
- CICERO ANTONIO CAVALCANTE BARROSO
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ — UFC
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- DOUTORADO
- Ano
- 2018
O PRESENTE ESTUDO TEM O OBJETIVO DE EXAMINAR O PROBLEMA DA INFORMAÇÃO CONTIDA OU GERADA EM UMA DEDUÇÃO, CONHECIDO NA LITERATURA COMO O ESCÂNDALO DA DEDUÇÃO, COMEÇANDO COM UMA EXPOSIÇÃO DE ALGUMAS TEORIAS EMINENTES DA INFORMAÇÃO SEMÂNTICA E PROSSEGUINDO COM UMA UTILIZAÇÃO DE CERTOS CONCEITOS DA SEMÂNTICA INFERENCIAL-PRAGMÁTICA DE ROBERT BRANDOM E DE ALGUMAS ELABORAÇÕES POSTERIORES DESSES CONCEITOS PARA LANÇAR LUZ SOBRE O PROBLEMA. ATRAVÉS DESSE EXAME, CONCLUI-SE QUE É POSSÍVEL EXPANDIR O QUADRO DE MEDIÇÃO DE INFORMAÇÃO PROPOSTO POR ANDERSON B. DE ARAÚJO DE MODO QUE SEJA POSSÍVEL CALCULAR TAMBÉM A CONTRIBUIÇÃO INFORMACIONAL DAS REGRAS DE INFERÊNCIA MATERIAL PARA AS DEDUÇÕES. ESSA CONCLUSÃO É SUGERIDA QUANDO ARTICULAMOS O TRABALHO DE ARAÚJO COM A FORMALIZAÇÃO PROPOSTA POR RICHARD EVANS DAS REGRAS DE AUTORIZAÇÃO DE BRANDOM E COM O PARADIGMA AGM (ALCOURRÓN, GÄRDENFORS E MAKINSON) DE OPERAÇÕES DE REVISÃO DE CRENÇAS NA FORMA DE CLÁUSULAS DE HORN. EM TERMOS MAIS DETALHADOS, O TRABALHO COMEÇA APRESENTANDO A TEORIA PRECURSORA DA INFORMAÇÃO SEMÂNTICA, ELABORADA POR CARNAP E BAR-HILLEL, SEGUIDA DA EXPOSIÇÃO DA TEORIA DA INFORMAÇÃO SEMÂNTICA DE HINTIKKA, QUE RECONHECE O PROBLEMA DA DEDUÇÃO ENQUANTO TAL, SUGERINDO-LHE UMA SOLUÇÃO. DEPOIS, APRESENTAMOS A TEORIA DA INFORMAÇÃO SEMÂNTICA DE D¿AGOSTINO E FLORIDI, QUE SUGEREM UMA ABORDAGEM DIFERENTE PARA SOLUCIONAR O PROBLEMA. EM RESPOSTA À INSUFICIÊNCIA DESTAS PROPOSTAS INVESTIGADAS, SÃO APRESENTADOS ALGUNS CONCEITOS-CHAVE DA FILOSOFIA DA LINGUAGEM DE ROBERT BRANDOM QUE SERVEM COMO ARCABOUÇO FILOSÓFICO SUFICIENTE PARA A EXPOSIÇÃO DE UMA MODELAGEM INFERENCIAL-PRAGMÁTICA DO JOGO DE DAR E PEDIR POR RESPOSTAS, CORRESPONDENTE AO CENÁRIO FUNDAMENTAL DE EXERCÍCIO DA LINGUAGEM E, POR CONSEGUINTE, DO PAPEL INFORMATIVO QUE A DEDUÇÃO DESEMPENHA EM NOSSAS PRÁTICAS LINGUÍSTICAS. A MODELAGEM SE BASEIA NA FORMALIZAÇÃO DAS RELAÇÕES INFERENCIAIS DE AUTORIZAÇÃO FEITA POR EVANS E NA FORMALIZAÇÃO DAS RELAÇÕES INFERENCIAIS DE COMPROMISSO E SUA RESPECTIVA MEDIÇÃO DE INFORMAÇÃO DESENVOLVIDA POR ARAÚJO. MOSTRA-SE QUE O TRATAMENTO DADO POR EVANS E ARAÚJO NÃO INCORPORA UM ELEMENTO IMPORTANTE PARA A FILOSOFIA DA LINGUAGEM DE BRANDOM E PARA A PRODUÇÃO DE INFORMAÇÃO PELA DEDUÇÃO, A SABER, AS REGRAS DE INFERÊNCIA MATERIAL. PARA COMPLETAR ESTA LACUNA, RECORRE-SE AO APARATO CONCEITUAL DE REPRESENTAÇÃO DO CONHECIMENTO NA FORMA DE OPERAÇÕES SOBRE CONJUNTOS DE CRENÇAS, ESPECIFICAMENTE PARA O CASO DE REGRAS DE INFERÊNCIA MATERIAL, SOBRE CONJUNTOS DE CRENÇAS NA FORMA DE CLÁUSULAS DE HORN. AO FINAL, PROPÕE-SE COMO PRINCIPAL DESENVOLVIMENTO FUTURO UM CÁLCULO DE MEDIÇÃO DE INFORMAÇÃO DE REGRAS MATERIAIS ASSOCIADO À PROPOSTA DE MEDIÇÃO DE INFORMAÇÃO FORNECIDA POR ARAÚJO.
