- Autor
- BERNARDO GONCALVES ALONSO
- Orientador(a)
- MARIA CLARA MARQUES DIAS
- Universidade
- UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO — UFRJ
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- DOUTORADO
- Ano
- 2011
Segundo Floridi (2006) um dos problemas em aberto na filosofia da informação é se há uma lógica da informação (IL), diferente da lógica epistêmica (EL) e da doxástica (DL), que formaliza a relação """"a está informado que p"""" (Iap) satisfatoriamente - """"está"""" no sentido de que um agente detém uma informação, .condição em que um agente a se encontra uma vez que a adquiriu a informação. Ou seja, o desenvolvimento de uma IL tem como objetivo a análise formal de um estado cognitivo que não coincide necessariamente nem com crença, nem com conhecimento, apesar de colapsar nestes estados em grande parte dos casos. O .problema é resolvido argumentando-se que os esquemas de axiomas da lógica modal normal (NML) KTB (também conhecida como B ou Br ou Sistema de Brouwer) são adequados para formalizar a noção de 'estar informado'. Depois de mostrado que a IL pode ser construída como uma leitura informacional de KTB, serão exploradas quatro conseqüências de uma IL baseada em KTB: excesso de informação via axioma da distributividade; a tese da veracidade (Iap ? p) via axioma T (M ou K2); a relação entre IL e EL; e o destronamento do princípio Kp ? Bp, de acordo com a qual conhecimento implica em crença. É defendido que o desenvolvimento da IL tem como motivação principal um conundrum importante da Filosofia: a demanda por .uma teoria da verdade em conjunto com uma análise substantiva do conhecimento. .Para tanto, os argumentos finais se concentram na Tese da Veracidade (Floridi, 2005) a partir da definição de informação semântica que atraiu muitas críticas por ser considerada bastante restritiva, a saber [DEF]: p é qualificado como informação semântica se e somente se p é constituído por dados bem formados, com significado e verdadeiros. Tal restrição parte do princípio de que uma definição de informação .semântica em termos de conteúdo aleticamente neutro - i.e. seqüências de dados bem formados e com significado que podem ser adicionalmente qualificados como verdadeiros ou não-verdadeiros, dependendo das avaliações que se seguirem - fornece apenas condições necessárias, porém insuficientes. Se algum conteúdo é qualificado como informação semântica, este deve também ser verdadeiro. Informação falsa é como um falso amigo, não é amigo de forma alguma. De acordo com [DEF] informação semântica é, a rigor, inerentemente constituída por verdade.
