- Autor
- Paulo Sérgio Cruz Barbosa
- Revista
- Saberes: Revista interdisciplinar de Filosofia e Educação
- Edição
- 18 / 2
- Ano
- 2018
- DOI
- 10.21680/1984-3879.2018v18n2ID13809
- Idioma
- pt
RESUMO O artigo trata de uma leitura introdutória sobre o estudo da felicidade na concepção de Aristóteles. Segundo o autor, a felicidade consiste em uma atividade da alma conforme a virtude. É o bem supremo, que tem um fim em si mesmo, sendo almejado por todos. O que constitui a felicidade são as ações virtuosas, e as atividades viciosas conduzem o contrário. Em Ética a Nicômaco, percebe-se que uma atitude virtuosa parte de uma disposição de caráter que se relaciona com a escolha de ações diante das paixões, sendo consistente em uma mediania (meio-termo) que é determinada por um princípio racional próprio do homem dotado de sabedoria prática. A virtude, então, está para a felicidade, assim como a felicidade está para a virtude. Em A Politica, o filósofo destaca que o lugar mais propício para a efetivação da felicidade é a Cidade, e a maneira mais eficaz de praticá-la é através da consciência ética e da cidadania.
