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JÁ É ALVORADA, IRMÃ DAMANHÃ1: O CANTO DE ESPERANÇA DOS SAMBISTAS

Guilherme Primo de Mendonça, Marilu Martens Oliveira, Maurício Cesar Menon, Evandro Melo Catelão

Autor
Guilherme Primo de Mendonça, Marilu Martens Oliveira, Maurício Cesar Menon, Evandro Melo Catelão
Revista
Lampejo - Revista Eletrônica de Filosofia
Ano
2018
Idioma
pt-BR
2018Guilherme Primo de Mendonça, Marilu Martens Oliveira, Maurício Cesar Menon, Evandro Melo Catelão. JÁ É ALVORADA, IRMÃ DAMANHÃ1: O CANTO DE ESPERANÇA DOS SAMBISTAS. Lampejo - Revista Eletrônica de Filosofia, 2018.1

Neste artigo, estudamos os termos como "aurora" e alvorada inscritos em letras de samba, uma vez que entendemos que representam o canto de esperança do cantautor do morro. A fim de analisarmos as letras sob as perspectivas do real e não real, apoiamo-nos nas pesquisas de Coelho (1984), Bachelard (1988; 2008), Chevalier e Gheerbrant (1988), Bloch (2005), Romanelli (2015), Chauí (2016), Mattuella (2016) e Viera (2017). Fazem parte da análise, ainda, os processos de construção do cenário onde habitam os compositores das canções, assim como os de romantização do samba.Lançamos mão, pois, da obra de Vianna (1995), quando traz à tona o mistério do samba; Dantas (1988), que postula as relações entre o estético e o social; Benchimol (1992), por descrever a formação e proliferação dos subúrbios e Galvão (2017), posto que discute a idealização do suburbano. O samba nos possibilita compreender os desejos que cercam o sujeito do morro e desaltarmos junto dele para o que ainda não emergiu, mas que já foi idealizado.