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JACQUES RANCIÈRE E A DEMOCRACIA EM LITERATURA

Nadier Pereira dos Santos

Autor
Nadier Pereira dos Santos
Revista
Saberes: Revista interdisciplinar de Filosofia e Educação
Edição
esp
Ano
2015
Idioma
pt
2015Nadier Pereira dos Santos. JACQUES RANCIÈRE E A DEMOCRACIA EM LITERATURA. Saberes: Revista interdisciplinar de Filosofia e Educação, n. esp, 2015.1

Através da interpretação de Jacques Rancière, o presente texto tem por objetivo mostrar a maneira como a partir do realismo romanesco a literatura passou a ser desenvolvida em um espaço de escrita no qual uma série de pressupostos normativos são quebrados e no qual qualquer assunto ou qualquer pessoa, isto é, pertencente a qualquer condição social, podem vir a ser objeto literário sério, o que pode ser encarado enquanto a democracia em literatura. Rancière vai associar esse fato à denúncia da igualdade sensível de qualquer pessoa, associando-o à universalidade do juízo estético kantiano e à proposta de Schiller no que diz respeito a uma educação estética da humanidade que retirava dessa igualdade sensível o princípio de uma nova liberdade.