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JACQUES RANCIÈRE E O REGIME ESTÉTICO DAS ARTES COMO RECUSA À IDEIA DE MODERNIDADE

Daniela Cunha Blanco

Autor
Daniela Cunha Blanco
Revista
Prometeus - Journal of Philosophy
Edição
11 / 30
Ano
2019
DOI
10.52052/issn.2176-5960.pro.v11i30.8155
Idioma
pt
2019Daniela Cunha Blanco. JACQUES RANCIÈRE E O REGIME ESTÉTICO DAS ARTES COMO RECUSA À IDEIA DE MODERNIDADE. Prometeus - Journal of Philosophy, v. 11, n. 30, 2019.1

Pretendemos apresentar uma leitura do modo como Jacques Rancière recusa o termo modernidade substituindo-o pela expressão regime estético das artes, apresentando a ideia de que a arte moderna não teria rompido com o passado, mas sim com o princípio mimético e com uma certa ideia de natureza humana que fundamentavam o regime representativo. A passagem de um regime a outro será pensada a partir de um modo específico de entrelaçar estética e política expresso naquilo que o autor compreende por partilha do sensível. Nosso intuito é compreender como o rompimento com a mímesis opera uma mudança na concepção de natureza humana, que a partir de então, só poderá ser pensada como natureza perdida ou como humanidade por vir — tal qual teorizada no jovem Friedrich Nietzsche, em o Nascimento da tragédia, cujo pensamento dos impulsos dionisíaco e apolíneo aparecerão como ocasião para pensar a humanidade por vir como expressão do regime estético em Rancière.