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“JOGO LIVRE” E “SENTIDO COMUM” NA TEORIA ESTÉTICA KANTIANA

Christian HAMM

Autor
Christian HAMM
Revista
Estudos Kantianos [EK]
Edição
5 / 01
Ano
2017
DOI
10.36311/2318-0501.2017.v5n1.06.p69
Idioma
pt
2017Christian HAMM. “JOGO LIVRE” E “SENTIDO COMUM” NA TEORIA ESTÉTICA KANTIANA. Estudos Kantianos [EK], v. 5, n. 01, 2017.1

Dos muitos problemas a serem resolvidos a partir da tese basilar kantiana, segundo a qual a natureza especificamente estética de um objeto consiste unicamente naquilo que é “meramente subjetivo”, isto é, somente no que “constitui sua relação com o sujeito” [KU, XLII], são, sobretudo, dois que se mostram absolutamente centrais para a fundamentação do juízo de gosto, a saber: o de um prazer genuinamente estético (i.e., da mera reflexão) e o da justificação da sua pretensa universalidade. Entre os diversos lugares na primeira parte da terceira Crítica, em que podemos localizar os componentes estruturais que contribuem para a fundamentação e consolidação desses dois elementos doutrinais, os mais importantes são, creio eu, aqueles poucos parágrafos onde Kant introduz e discute seu conceito chave de um “jogo livre das faculdades de conhecimento” (§9) e, diretamente ligado a este pela “ideia” de uma “voz universal” (§8), o de um “sentido comum”, ou sensus communis aestheticus (§§20-22). – Intenta-se mostrar que, apesar da clarificação suficiente do específico “estado de ânimo” a ser assumido para a realização de qualquer ajuizamento estético, é necessário também tomar em consideração as condições concretas da exiquibilidade de tal ajuizamento, e que é exatamente nesta perspectiva que a figura do ”sentido comum” pode se tornar sistematicamente relevante.