- Autor
- Paulo Uzai Junior, Jonas Gonçalvez Coelho
- Revista
- Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia
- Edição
- 7 / 13
- Ano
- 2015
- DOI
- 10.36311/1984-8900.2015.v7n13.5447
- Páginas
- 101-116
- Idioma
- pt
O principal objetivo deste artigo é refletir sobre a posição do filósofo da mente John Searle face ao realismo ingênuo, em especial no que diz respeito à natureza e propriedades da mente. Consideramos que Searle adota uma posição realista ingênua ao admitir a existência de estados mentais subjetivos tais como apreendidos pelo senso comum, como uma das bases para solucionar o problema mente-corpo, ainda que utilize argumentos filosóficos e científicos para justificá-la. Este fato oferece indícios para afirmar que o filósofo não vê como dicotômico o conhecimento comum e filosófico/científico, ao menos no que tange a nossos estados mentais subjetivos. Procuraremos assim analisar o modo como John Searle tenta compatibilizar a natureza subjetiva da consciência, ou uma ontologia de primeira pessoa, com a atual cosmovisão científica, posição esta batizada pelo filósofo de “naturalismo biológico”.
