JUDITH BUTLER E “A QUESTÃO DO SUJEITO” NO FEMINISMO: um debate com Seyla Benhabib
Amanda Soares de Melo
- Autor
- Amanda Soares de Melo
- Revista
- PÓLEMOS – Revista de Estudantes de Filosofia da Universidade de Brasília
- Edição
- 10 / 19
- Ano
- 2021
- DOI
- 10.26512/pl.v10i19.34617
- Páginas
- 237 - 257
- Idioma
- pt
Nesse artigo, retomo o debate entre Judith Butler e Seyla Benhabib sobre o Sujeito ocorrido nos anos 90. Esse debate surge, em parte, como uma reação às teses propostas por Butler em Problemas de Gênero em que a autora questiona radicalmente categorias, até então, consideradas centrais à análise feminista. Butler segue a crítica foucaultiana do sujeito moderno e nega a identidade “mulheres” como um fundamento necessário para a ação política feminista. Seyla Benhabib, por sua vez, identifica algumas de suas críticas como oferecendo um risco aos objetivos emancipatórios que o feminismo almeja alcançar. Ao invés de uma ruptura com a modernidade, Benhabib propõe uma reformulação. No núcleo dessa discordância, existem formas diferentes de se pensar a subjetividade e a política.
