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Justiça em Paul Ricoeur: uma hermenêutica do homem justo

Ricardo Rossetti

Tese
Autor
Ricardo Rossetti
Orientador(a)
Jeanne Marie Gagnebin de Bons
Universidade
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO — PUC/SP
Programa
FILOSOFIA
Grau
DOUTORADO
Ano
2011
2011Ricardo Rossetti. Justiça em Paul Ricoeur: uma hermenêutica do homem justo. 2011. Tese (DOUTORADO em FILOSOFIA) — PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO, SP. Orientador(a): Jeanne Marie Gagnebin de Bons.2

Esta tese fala de uma hermenêutica do homem justo a partir de uma teoria da justiça presente na filosofia de Paul Ricoeur. Trata-se da compreensão da figura do homem capaz de julgar o outro a partir de parâmetros éticos fundados na solicitude, no respeito e na responsabilidade. O objetivo é o de estabelecer os sentidos da justiça nos três planos de compreensão da individualidade humana do sujeito que julga, a partir da compreensão do eu julgador enquanto um sentido próprio do ato de julgar. Então, a visada ética de uma vida boa com e para os outros em instituições justas torna-se a pedra fundamental para identificação de quem é o homem justo, tanto no plano da mesmidade, como no plano da ipseidade e da alteridade do sujeito que julga uma ação. Essa busca encontra sua justificativa na necessidade lógica e dialógica de compreender como se dá o julgamento de uma ação quando o que está em jogo é saber quando ela será considerada injusta ou justa. Para tanto, segue-se a leitura dos textos ricoeurianos, principalmente, a dos escritos dos últimos trinta anos, para verificar quais as reflexões que Paul Ricoeur desenvolveu acerca do tema: espera-se encontrar, ao menos, o fio condutor de uma reflexão que possa levar o leitor a compreender quem é o sujeito moral de imputação e quais são suas responsabilidades pelos atos praticados, quando estes implicam em um poder de decidir e agir sobre vidas, vontades e desejos. Ao final, encontra-se a trilha de uma reflexão sobre quem é aquele que julga e age sobre o outro, sob a perspectiva de uma visada ética que compreende o sujeito que julga uma ação como um homem capaz de justiça, mas falível em seu empreendimento