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JUSTIÇA EM PLATÃO E ROUSSEAU: A LEI GRAVADA NO CORAÇÃO DOS CIDADÃOS

Gustavo Cunha Bezerra

Autor
Gustavo Cunha Bezerra
Revista
Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia
Edição
4 / 07
Ano
2012
DOI
10.36311/1984-8900.2012.v4n07.4445
Páginas
77-87
Idioma
pt
2012Gustavo Cunha Bezerra. JUSTIÇA EM PLATÃO E ROUSSEAU: A LEI GRAVADA NO CORAÇÃO DOS CIDADÃOS. Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia, v. 4, n. 07, p. 77-87, 2012.2

Procuro analisar neste artigo a relação entre o pensamento de Platão e Rousseau quanto à concepção e condições que tornem possível a justiça. O recurso à dissimulação, largamente tratado por Rousseau em suas obras, permite a aparência da justiça ao injusto, o que torna a injustiça mais vantajosa do que a justiça. Esse tema é levantado a partir da passagem sobre o anel de Giges na República de Platão e retomado por Rousseau, que vê no hipotético uso desse anel a possibilidade de conhecer o íntimo das pessoas e, assim, julgá-las de forma justa. Dessa maneira, o “coração dos homens” é o lugar privilegiado ao qual Rousseau desejaria ter acesso para curar a sociedade. Ao pensar as formas saudáveis e prósperas de sociedade, uma preocupação central em Rousseau é o íntimo dos cidadãos. Influenciado pelas repetidas leituras da República de Platão e pela grande admiração que sente por essa obra, Rousseau defende uma educação que atinja o interior dos indivíduos – tal como o pensador grego – como única forma de se instaurar uma sociedade justa.