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Justiça, liberdade e igualdade no pensamento político moderno

Ligia Pavan Baptista

Autor
Ligia Pavan Baptista
Revista
Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea
Edição
2 / 2
Ano
2015
DOI
10.26512/rfmc.v2i2.12475
Páginas
62-69
Idioma
pt
2015Ligia Pavan Baptista. Justiça, liberdade e igualdade no pensamento político moderno. Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea, v. 2, n. 2, p. 62-69, 2015.2

Em sua obra República, Platão define a cidade ideal e, portanto,  justa, como aquela construída de acordo com as diferentes características naturais de seus cidadãos. Na Callipolis, os seres humanos estariam divididos em categorias de acordo com suas características naturais e deveriam ocupar na polis diferentes postos, de acordo com tais categorias.  A desigualdade natural é o paradigma da análise política, desde a Grécia clássica, permanecendo durante toda a Idade Média, até a modernidade, que introduz, sobretudo no pensamento contratualista/iluminista dos séculos XVII e XVIII, a  premissa de que todos os seres humanos devem ser, por natureza, considerados livres e iguais. Analisaremos a questão da justiça no pensamento político moderno, tendo em vista, sobretudo, os fundamentos dos princípios da igualdade e da liberdade.