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Kalón, virtude e eudaimonía em Aristóteles

Francisco José Dias de Moraes

Autor
Francisco José Dias de Moraes
Revista
Revista Enunciação
Edição
7 / 2
Ano
2023
DOI
10.61378/enun.v7i2.167
Páginas
1-23
Idioma
pt-BR
2023Francisco José Dias de Moraes. Kalón, virtude e eudaimonía em Aristóteles. Revista Enunciação, v. 7, n. 2, p. 1-23, 2023.1

Meu objetivo principal, no presente artigo, é o de colocar em suspeição a leitura tradicional, segundo a qual haveria, para Aristóteles, uma via privilegiada para a eudaimonía, que dispensaria inteiramente a honra e as virtudes éticas: a chamada vida contemplativa. Não se trata de defender uma visão inclusiva da eudaimonía em contraste com uma visão dominante ou seletiva, pois não há incongruência ou incompatibilidade entre os livros I e X da Ética Nicomachea, se considerarmos o que é dito por Aristóteles na Política. A chave para essa leitura é o kalón. Como alvo das virtudes éticas e da própria prudência, o kalón seria a instância decisiva que viabilizaria a própria eudaimonía