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Kant e a mentira

Francisco Eliandro Souza do Nascimento, Jorge Luis Carneiro Lopes

Autor
Francisco Eliandro Souza do Nascimento, Jorge Luis Carneiro Lopes
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
11 / 1
Ano
2015
DOI
10.31977/grirfi.v11i1.646
Páginas
1-21
Idioma
pt
2015Francisco Eliandro Souza do Nascimento, Jorge Luis Carneiro Lopes. Kant e a mentira. Griot : Revista de Filosofia, v. 11, n. 1, p. 1-21, 2015.2

Neste artigo abordaremos a questão da mentira, em Kant, vinculando a questões de ordem moral. Pois, sendo a ética e o direito ramos da moral, o problema da mentira encontra-se em saber se ela é uma questão ética ou jurídica, ou se é um problema moral, que engloba tanto a ética como o direito, que não legitimam tal ato. Iniciaremos esta unidade com a análise dos conceitos de moral, ética e direito buscando compreender o que constitui cada um desses campos da cultura e qual a distinção entre ambos. Em seguida trataremos, em especial, da questão da mentira na filosofia prática de Kant, abordando o seu posicionamento ético sobre o ato de mentir, onde é levantada a questão em saber se uma falsa declaração pode ser legitimada ou não. Por fim, analisaremos o debate entre Kant e Benjamim Constant, sobre a problemática da mentira, onde será tratada a questão de um suposto direito de mentir e dos princípios gerais e intermediários, a saber, se é possível a aplicação de um princípio geral de forma absoluta isolada sem o auxílio de princípios intermediários.   

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