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Kant e a música na crítica da faculdade do juízo

Vicente de Paulo Justi

Tese
Autor
Vicente de Paulo Justi
Orientador(a)
José Oscar de Almeida Marques
Universidade
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS — UNICAMP
Programa
FILOSOFIA
Grau
DOUTORADO
Ano
2009
2009Vicente de Paulo Justi. Kant e a música na crítica da faculdade do juízo. 2009. Tese (DOUTORADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS, SP. Orientador(a): José Oscar de Almeida Marques.3

A proposta deste trabalho é verificar o tratamento dado por Immanuel Kant na.Crítica da Faculdade do Juízo à música. Sob a aparente desconsideração do autor neste.tema, encontra-se uma filosofia densa que provoca reflexões e contribui decisivamente para.a discussão sempre atual sobre a apreensão, compreensão e classificação da música. A.possibilidade de reconhecermos a música como agradável, bela e sublime constitui-se o.núcleo central dos problemas analisados..No primeiro capítulo discutimos os conceitos kantianos apresentados na Terceira.Crítica como sensação, sentimento, comoção, afeto, prazer, forma, conformidade a fins,.intuição, juízos e reflexão. O problema é verificar se estes conceitos, tal como apresentados.por Kant, podem ainda contribuir para a nossa compreensão do fenômeno musical..No segundo capítulo verificamos o mecanismo de funcionamento das faculdades de.conhecimento kantianas na apreensão e compreensão do fenômeno musical..O terceiro capítulo é reservado à discussão da possibilidade de classificarmos a.música como agradável e as condições desta proposição..A música bela é o tema do quarto capítulo, onde além da discussão do problema que.dá nome ao capítulo, analisamos o objeto belo, a teleologia da natureza, a arte mecânica e.arte estética, a música bela e a poesia e a teoria kantiana do gênio na produção musical..O quinto capítulo discute a possibilidade e as condições de falar-se em música.sublime e as incontornáveis ligações desta classificação com o domínio prático (moral)..As conclusões estão centralizadas na questão de que a música bela é a única.categoria realmente estética, enquanto a agradável é parcialmente estético e parcialmente.prático e o sublime é totalmente prático. A beleza fundada na forma exige a cognição, no.sentido de utilização do entendimento sem conceitos. A comoção é aceita na experiência.estética se ligada, no sublime, à representação prática (moral) que a arte apresenta ao.homem.