Voltar para Artigos
Artigos

Kant e Schiller: das antinomias como fonte transcendental do conceito de beleza

Ralphe Alves Bezerra

Autor
Ralphe Alves Bezerra
Revista
Revista Helius
Edição
2 / 2
Ano
2019
Páginas
271-299
Idioma
pt
2019Ralphe Alves Bezerra. Kant e Schiller: das antinomias como fonte transcendental do conceito de beleza. Revista Helius, v. 2, n. 2, p. 271-299, 2019.1

Já é bem conhecido o fato de que o próprio Schiller reconhece a "[…] origem kantiana da maioria dos princípios” a partir dos quais se dá o desenvolvimento de suas próprias reflexões “sobre o belo e a arte”. Nesse sentido, é importante notar que a maioria dos especialistas reportam a influência de Kant a partir da Kritik der Urteilskraft de 1790 (Crítica da Faculdade do Juízo). Todavia, esse artigo julga necessário salientar a importância das antinomias kantianas presentes na “Dialética Transcendental”, as quais foram apresentadas por Kant em 1781 na Kritik der reinen Vernunft (Crítica da Razão Pura). Com base nessa observação, percebemos a necessidade de realizar uma investigação acerca da possibilidade de se descobrir uma relação entre o princípio regulador transcendental kantiano, o qual serviu para orientar a passagem do condicionado ao incondicionado, e o conceito de beleza de Schiller que, por sua vez, nos parece, assume a função de princípio regulador-estético, cuja tarefa, de acordo com o próprio Schiller, deve ser a de possibilitar a passagem da humanidade de sua imperfeição finita à sua perfeição infinita. Nesse sentido, a discussão aqui proposta apresenta e defende a tese de que o conceito de beleza schilleriano apreendeu a lição kantiana que serve de resolução à problemática das antinomias, ou seja, nos parece que Schiller metodologicamente converte seu conceito de belo em um princípio regulativo moral de cunho antropológico.   Palavras-chave: Kant. Schiller. Antinomias. Princípio regulativo. Beleza.