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La temporalidad de la imagen y su función crítica

María Victoria Dahbar

Autor
María Victoria Dahbar
Revista
Trans/Form/Ação
Edição
46 / 3
Ano
2023
DOI
10.1590/0101-3173.2023.v46n3.p157
Páginas
157-176
Idioma
es
2023María Victoria Dahbar. La temporalidad de la imagen y su función crítica. Trans/Form/Ação, v. 46, n. 3, p. 157-176, 2023.2

A imagem é dita de muitas maneiras. Diante do equívoco, poderíamos desobstruir seu caminho analítico, restaurar seu trânsito histórico, desistir. Em vez disso, alerta a autora, esse texto encontra uma alternativa numa reflexão sobre a imagem atenta à sua dimensão temporal. Para isso, lança mão de duas reflexões nodais: a noção benjaminiana de imagem dialética e a ligação entre imagem e emoções, trabalhada contemporaneamente pela teoria queer. A noção de imagem dialética possibilita, mesmo para além do seu autor, uma outra articulação entre imagem e história, a qual permite entendê-la não só enquanto fenômeno linguístico, mas também na sua dimensão visual e audiovisual. A teoria queer, em sua virada afetiva, apresentou uma possível ligação entre imagens e afetos que enseja a composição de um arquivo efêmero, que desclassifica nossas categorias temporais, conforme Cvetkovich, e a questão ética sobre nossas respostas primárias à imagem, a partir de Butler. Dahbar argumenta que a viagem por ambas as noções aborda, em última instância, a temporalidade das imagens em seu poder crítico, aquela velha insistência em pensar imagens que contenham sua própria destruição.