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Lei e liberdade no último passo de Kierkegaard

Daniel Arruda Nascimento

Autor
Daniel Arruda Nascimento
Revista
PENSANDO - REVISTA DE FILOSOFIA
Edição
2 / 4
Ano
2012
DOI
10.26694/pensando.v2i4.689
Páginas
128-139
Idioma
pt
2012Daniel Arruda Nascimento. Lei e liberdade no último passo de Kierkegaard. PENSANDO - REVISTA DE FILOSOFIA, v. 2, n. 4, p. 128-139, 2012.2

Utilizamos a palavra lei para designar um eficiente veículo constitutivo de direito, o que nos remete a um âmbito de realidade onde algo de novo chega a ser introduzido, com caráter universal e obrigatório, numa ordem já estabelecida ou em vias de inaugurar-se. Enquanto expressão de um poder de determinação, consubstancia-se a lei em um enunciado regulador capaz de constranger as condutas humanas. Como compreender então a relação entre lei e liberdade em As obras do amor de Søren Kierkegaard? É possível distinguir uma compatibilidade entre liberdade de amar e lei do amor? Não parece ser uma contradição insanável que aquele que ama seja livre e tenha, ao mesmo tempo, que obedecer a um dever de amar? Pode a questão nos auxiliar a pensar a liberdade humana frente a uma realidade crivada pela intervenção da lei? As linhas que se seguem serão uma tentativa de enfrentar duas relações tradicionalmente conflituosas: lei e liberdade, por um lado, e, por outro, universalidade e particularidade.