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Leibniz e a nova Metafísica.

FLAVIA LUIZA BRUNO MACHADO

Tese
Autor
FLAVIA LUIZA BRUNO MACHADO
Orientador(a)
AQUILES CORTES GUIMARAES
Universidade
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO — UFRJ
Programa
FILOSOFIA
Grau
DOUTORADO
Ano
2003
2003FLAVIA LUIZA BRUNO MACHADO. Leibniz e a nova Metafísica.. 2003. Tese (DOUTORADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO, RJ. Orientador(a): AQUILES CORTES GUIMARAES.2

A metafísica leibniziana tem como cerne a aliança inegociável do pensamento com o infinito. A partir dessa aliança se constitui uma nova idéia de substância: a mônada leibniziana é a substância simples de que estão compostas todas as demais formas do universo, definida como ser dinâmico, como unidade de mudança ativa. Cada mônada é discernível e distinta das demais e representa todo o universo segundo seu ponto de vista. Ora, se a substância se define como força ativa, os juízos que pretendem anunciá-la não podem ser juízos atributivos, mas sim juízos que expressem acontecimentos, expressem a mobilidade, posto que as substâncias retiram seus predicados de um fosso infinito. E é daí que temos em Leibniz a presença do que ele mesmo chamou de uma lógica inventiva...Nesta metafísica da contingência só Deus é absolutamente necessário, sendo todas as demais expressões do universo apenas hipoteticamente necessárias ou contingentes. Este Deus possui todos os possíveis em seu entendimento e por isso mesmo afirma todos os paradoxos. Ele é o ser todo perfeito e a rigor só pode ser dito infinito. Mas, por ocasião da criação do mundo nem todos os possíveis se realizam, pois segundo o princípio de perfeição metafísica, Deus, partindo da suprema liberdade que dispõe, elege o mais perfeito, isto é, o mais rico em fenômenos, que Leibniz chamou de melhor dos mundos. Assim, o mal concomitante a esta perfeição não é senão a representação das dissonâncias pertinentes para que a melodia divina soe melhor e resulte mais harmônica.