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Leibniz e um Labirinto da Razão: há saída?

Base Filosófica

Revista
Cadernos de História e Filosofia da Ciência
Edição
11 / 1
Ano
2017
Idioma
pt
2017Base Filosófica. Leibniz e um Labirinto da Razão: há saída?. Cadernos de História e Filosofia da Ciência, v. 11, n. 1, 2017.1

O labirinto entre o livre e o necessário, ou a aparente contradição entre a liberdade humana e o poder ou a grandeza divina, além de um objeto privilegiado das reflexões de Leibniz, é também o tema a partir do qual são gerados os debates do filósofo com Arnauld e Bayle. No Discurso de Metafísica e na correspondência com Arnauld trata-se principalmente de garantir a liberdade humana, pressuposto fundamental para a moralidade das ações do homem. Na Teodicéia, por outro lado, trata-se de salvaguardar a justiça divina negando a responsabilidade de Deus pelos males do mundo. Embora o foco da discussão esteja ora no homem, ora em Deus, o fio de Ariadne que leva à saída do labirinto se mantém o mesmo: contra Arnauld e Bayle, Leibniz afirma a possibilidade humana de desatar o nó e explicar a contingência através do princípio de razão suficiente, que concilia dois aspectos fundamentais da metafísica e da teologia leibnizianas, notadamente, um aspecto lógico (quantitativo) e um aspecto moral (qualitativo), dando origem a um racionalismo moral, cujo corolário é o famoso otimismo do filósofo. Palavras-chave: liberdade humana; onipotência divina; contingência; princípio de razão suficiente.