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Leituras Deleuzianas das Relações Foucaultiana de Poder

Gilmar José de Toni

Tese
Autor
Gilmar José de Toni
Orientador(a)
LUIZ BENEDICTO DE LACERDA ORLANDI
Universidade
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS — UNICAMP
Programa
FILOSOFIA
Grau
DOUTORADO
Ano
2010
2010Gilmar José de Toni. Leituras Deleuzianas das Relações Foucaultiana de Poder. 2010. Tese (DOUTORADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS, SP. Orientador(a): LUIZ BENEDICTO DE LACERDA ORLANDI.2

A presente tese trata da leitura de Gilles Deleuze sobre as relações de poder em Michel.Foucault. Partimos da definição do conceito de “diagrama” que foi desenvolvido por.Deleuze, para fazer uma analise sobre parte da obra deste pensador, principalmente no que.se refere ao segundo eixo das suas investigações, a saber, o eixo genealógico. Mostramos.que daí em diante, Foucault passa a tratar sobre as questões do poder, deslocando suas.pesquisas da constituição do saber para a genealogia do poder, mudando os objetos e os.conceitos de sua investigação. Observamos a forma como Foucault utiliza o método.genealógico como condição para analisar a história das sociedades ocidentais, pois é daí.que se entende como os diagramas se formam nela e que são causados por mutações,.descontinuidades e rupturas entre uma época e outra. Ou seja, para Foucault, segundo.Deleuze, é entendendo a história que se compreende tais rupturas diagramáticas. Neste.sentido, Deleuze demonstra que é dentro dos diagramas que ocorrem as relações de forças.que os colocam sempre em movimento, que, por sua vez, são provocadas pelas formas de.resistências que contribuem para agitar o poder e colocá-lo em desatino. E é precisamente.neste ponto que Deleuze introduz o conceito de diagrama ou de “máquina abstrata”, como.um dos conceitos chaves de suas analises sobre Michel Foucault. Com isso, trabalhamos.com a ideia de Foucault de que não há uma centralidade do poder, mas uma.transversalidade, porque ele está em todos os lugares e se movimenta em todas as direções,.o que faz gerir sempre novas relações de forças, e, portanto, novas formações diagramáticas.que estão sempre em devir. Ainda, nos esforçamos para apresentar como Deleuze aponta.em Foucault a ocorrência dessas rupturas históricas, desde o fim do diagrama do suplício,.que fazia parte da formação histórica das sociedades de soberania, até o final do século.XVIII, período que marca o limiar entre estas sociedades com o diagrama das sociedades.disciplinares. Finalmente, apresentamos o diagrama da “sociedade de controle”, na qual.estamos entrando desde o fim da segunda Guerra Mundial. Aqui Deleuze mostra o.funcionamento da nossa sociedade na atualidade. Portanto, o que descrevemos nesta tese, é.a maneira que Foucault percebe as relações de forças ou de poder em cada um desses.diagramas históricos, os principais fatores que levaram os diagramas anteriores ao seu fim,.e como se dão as relações nos diagramas atuais, ou seja, o da sociedade disciplinar que está.ficando para traz e o das sociedades de controle que estão pedindo passagem.