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Liberdade e territorialidade: os limites do poder do Estado e da sociedade em Constant, Mill e Tocqueville

Rosângela Almeida Chaves

Autor
Rosângela Almeida Chaves
Revista
Cadernos de Ética e Filosofia Política
Edição
2 / 33
Ano
2018
DOI
10.11606/issn.1517-0128.v2i33p46-64
Páginas
46-64
Idioma
pt-BR
2018Rosângela Almeida Chaves. Liberdade e territorialidade: os limites do poder do Estado e da sociedade em Constant, Mill e Tocqueville. Cadernos de Ética e Filosofia Política, v. 2, n. 33, p. 46-64, 2018.2

Benjamin Constant, John Stuart Mill e Alexis de Tocqueville foram três grandes nomes do liberalismo do século XIX, reconhecidos pela relevância de suas reflexões sobre a liberdade. O objetivo do artigo é discutir a concepção de liberdade nestes três autores – com base na relação que eles estabelecem entre liberdade individual e liberdade política e a extensão territorial das comunidades políticas – e os limites do poder do Estado e da sociedade sobre os indivíduos. Para tanto, será confrontada a perspectiva de Constant e Mill, os quais concebem a liberdade nos tempos modernos como sinônimo das liberdades individuais, com a de Tocqueville, cuja concepção de liberdade conjuga a autonomia individual com a participação política. No que tange à territorialidade, nosso esforço será mostrar que, enquanto para Constant e Mill, a maior extensão dos Estados modernos é um fator que favorece a liberdade individual – em contraposição aos limites estreitos das repúblicas antigas, as quais exerciam um maior controle sobre os cidadãos –, para Tocqueville, é justamente o poder comunal, representado pelos corpos municipais ou comunas, que proporciona aos cidadãos a chance de ter uma maior participação política.