- Autor
- Karen Franklin
- Revista
- ethic@ - An international Journal for Moral Philosophy
- Edição
- 22 / 2
- Ano
- 2023
- DOI
- 10.5007/1677-2954.2023.e95081
- Páginas
- 742-760
- Idioma
- pt
Este artigo busca levantar questões sobre a atuação pública das mulheres na Antiguidade, levando em conta o status que as esposas apresentavam e a legislação que limitava sua mobilidade. Através de discussão sobre algumas mulheres singulares, Aspásia, Diotima e Xantipa, buscamos levantar hipóteses de que algumas tinham voz e eram ouvidas e outras desprezadas em suas manifestações. A singularidade da atuação de algumas contrasta com a legislação sobre elas, mas aponta na comédia de Aristófanes possibilidades de que as esposas atenienses poderiam articular redes sociais informais para influenciar na esfera pública. Da mesma forma, a República de Platão supõe uma cidade justa através da educação das guardiãs, possibilidade de atuação pública incomum na Antiguidade. Buscamos através dessa discussão levantar possibilidades de leitura sobre a liberdade suspensa das mulheres no mundo antigo.
