- Autor
- Jonnefer Francisco Barbosa
- Orientador(a)
- Jeanne Marie Gagnebin de Bons
- Universidade
- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO — PUC/SP
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- DOUTORADO
- Ano
- 2012
A presente tese objetiva abordar o problema das relações entre política e tempo na obra do filósofo italiano Giorgio Agamben, situando-o a partir de quatro limiares onde esta questão é ali desenvolvida: a) a problemática da vida nua e das formas-de-vida; b) o problema da comunidade; c) o estado de exceção; d) a relação entre o tempo, a memória e a história. Do inventário que fará Agamben de conceitos oriundos do tratado aristotélico Peris Psykhês e do direito romano arcaico para a definição da “vida nua”, às leituras agambenianas das reflexões de Walter Benjamin, Hannah Arendt e Michel Foucault a partir do que chamaremos de “hipótese biopolítica”, passando pelas pesquisas sobre o estado de exceção schmittiano e a reine Gewalt em Benjamin, esta tese pretende expor a inevitável imbricação da problemática política com os debates em torno do tempo e da memória na filosofia agambeniana, apresentado, ademais, algumas das principais aporias, implicações e antinomias envolvendo sua formulação. Limiares (Schwellen) devem ser entendidos aqui tanto em um sentido metodológico e epistemológico – a forma como Agamben pensa sua filosofia, na passagem entre a ontologia, a política, o direito e a estética – quanto em um sentido temporal, a especificidade do conceito de limiar para caracterizar a singular relação do tempo humano com a memória, a história e a política
