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LINGUAGEM E SUBJETIVIDADE EM NIETZSCHE E FOUCAUL

Caio Augusto T. Souto

Autor
Caio Augusto T. Souto
Revista
Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia
Edição
4 / 07
Ano
2012
DOI
10.36311/1984-8900.2012.v4n07.4466
Páginas
219-234
Idioma
pt
2012Caio Augusto T. Souto. LINGUAGEM E SUBJETIVIDADE EM NIETZSCHE E FOUCAUL. Kínesis - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia, v. 4, n. 07, p. 219-234, 2012.2

Este artigo aborda as relações entre linguagem e subjetividade tomando como mote o pensamento de Nietzsche e de Foucault. Nietzsche trabalhou a questão da linguagem pelo menos em dois momentos cruciais de sua pesquisa: na juventude, em textos como Sobre verdade e mentira no sentido extra-moral, e na maturidade, como no Livro V de A gaia ciência e em outras publicações da época. Foucault também conferiu atenção ao tema em fases diferentes de sua produção. Já suas primeiras publicações, como a “Introdução a Binswanger”, constituíam pesquisas acerca do tema da linguagem, bem como As palavras e as coisas, até finalmente, em seus últimos textos, tratar a questão da relação entre a linguagem, a produção de verdade e a constituição de si. Percorreremos brevemente essas diferentes fases do pensamento dos dois autores para tentar encontrar relações de toque entre linguagem e subjetividade tal como cada um deles as concebeu e, por fim, demonstrar em que Foucault se afasta de Nietzsche nos seus últimos escritos no que tange a uma relação entre linguagem e subjetividade, em direção a uma política da verdade.