- Autor
- Joedson de Santana Oliveira
- Revista
- Griot : Revista de Filosofia
- Edição
- 9 / 1
- Ano
- 2014
- DOI
- 10.31977/grirfi.v9i1.601
- Páginas
- 46-54
- Idioma
- pt
Esse trabalho, seguindo o itinerário da obra central de Sartre mostrará que sendo o para-si, ou a consciência, sempre intencional, ou posicional, resulta-se que ela é reflexo do mundo sem ser nada do mundo, ou seja, a consciência é vazia de conteúdo, portanto é nada. É no ato interrogativo que a consciência dirige sobre si mesma que ela revela-se como sendo nada ou “cheia” de nada, estamos situados pelo niilismo, contudo, trata-se não de um niilismo externo como colocara Nietzsche, mas de um niilismo interno, decorrente de nosso nada de ser. Como “construir” nosso ser a partir do nada? Como dar significado ao mundo a partir do nada? É nessa atmosfera de solidão e angústia que a má-fé se apresenta como refúgio e válvula de escape à náusea que nos atormenta. Nesse contexto, pretendo discorrer sobre as reflexões de Sartre que vai da consciência como nada à má-fé.
