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MacIntyre contra MacIntyre: Premissas para uma reconciliação com os direitos humanos

Luana Adriano Araújo, Renato José de Moraes, Arthur Cezar Alves de Melo

Autor
Luana Adriano Araújo, Renato José de Moraes, Arthur Cezar Alves de Melo
Revista
Veritas (Porto Alegre)
Edição
66 / 1
Ano
2021
DOI
10.15448/1984-6746.2021.1.40175
Páginas
e40175
Idioma
pt
2021Luana Adriano Araújo, Renato José de Moraes, Arthur Cezar Alves de Melo. MacIntyre contra MacIntyre: Premissas para uma reconciliação com os direitos humanos. Veritas (Porto Alegre), v. 66, n. 1, p. e40175, 2021.2

Esta investigação, partindo do diagnóstico da modernidade empreendido por Alasdair MacIntyre, destina-se a avaliar a possibilidade de conciliação entre o discurso universalizante dos direitos humanos e a ética particularista sustentada pelo autor citado a partir do referencial ético aristotélico. A convergência entre os bens individuais, consubstanciados em direitos, e o bem comum, componente essencial da prática e do pensamento éticos, pode representar relevante contribuição teórica no campo de estudos dos direitos humanos. Neste trabalho, dada a limitação da sua natureza, intentou-se analisar os três problemas intrínsecos à concepção de direitos, conforme a perspectiva de MacIntyre: a) a ideia de que sujeitos de direitos são indivíduos morais autônomos e plenamente independentes; b) a separação do bem individual do bem comum; c) a deflação da razão prática comunitária, em relação à racionalidade individual. O trabalho empreendido teve como resultado uma exposição analítica dos pontos de contraste entre a perspectiva dos direitos humanos e a ética conforme compreendida por MacIntyre, necessária para preparar bases de uma possível reconciliação entre ambas.