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Macrorrealismo fenomenológico e campos-experiência

Renato Schaeffer

Autor
Renato Schaeffer
Revista
Trans/Form/Ação
Edição
18
Ano
1995
DOI
10.1590/S0101-31731995000100011
Páginas
141-156
Idioma
pt
1995Renato Schaeffer. Macrorrealismo fenomenológico e campos-experiência. Trans/Form/Ação, v. 18, p. 141-156, 1995.2

Este artigo critica a concepção predominante, representacionista-neurofisicalista sobre a percepção sensorial. Introduz a noção de "campo-experiência" na tentativa de tratamento ontológico dos dados fenomenológicos da experiência. A idéia geral é que a experiência visual, por exemplo, seria ontologicamente algo assim como um campo-experiência de intencionalidade visual, que se estende por sobre e entre o sistema nervoso central do sujeito da experiência e o objeto distai da visão. Chamo esta posição de macrorrealismo fenomenológico, em contraste com o microrrealismo científico. Qualidades da fenomenalidade não estão subjetivamente dentro do cérebro, mas objetivamente dentro de campos-experiência perceptuais extra-encefálicos, ou, como dizemos, lá fora no mundo. Algumas conseqüências específicas do macrorrealismo fenomenológico são apresentadas.