- Autor
- Fernando Jader de Magalhães Melo
- Revista
- Revista Ágora Filosófica
- Edição
- 19 / 3
- Ano
- 2019
- DOI
- 10.25247/P1982-999X.2019.v19n3.p65-89
- Páginas
- 65-89
- Idioma
- pt
O texto problematiza a polissemia presente na palavra “socialismo” e como a mesma foi interpretada historicamente. Em estudo célebre, Marx opõe dois tipos de socialismo: o primeiro, considerado utópico, designa as teorias dos franceses Saint-Simon e Fourier, e do inglês Robert Owen; o segundo designa a concepção materialista da história, fundamentado na análise científica das forças produtivas sociais. Também Engels reconhece a descoberta genial desses teóricos, ainda que descreva suas deficiências ao compará-las com o modelo de sociedade proposto por Marx desde a década de 1840. Reivindicado pelas mais variadas tendências, o socialismo prossegue em sua existência buscando, agora, caminhos alternativos àqueles julgados autoritários por fugirem ao esquema tradicional da democracia representativa. Mas não seria o socialismo, na concepção materialista da história, uma democracia no sentido mais legítimo da palavra? Neste sentido, defende-se que ir além do socialismo é forjar a construção do ainda não, mas do previsível topos: a concretização do comunismo integral, da democracia radical.
