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Marquês de Sade: o sensualismo em sua forma máxima

Clara Carnicero de Castro

Autor
Clara Carnicero de Castro
Revista
Cadernos de Ética e Filosofia Política
Edição
2 / 15
Ano
2009
DOI
10.11606/issn.1517-0128.v2i15p85-104
Páginas
85-104
Idioma
pt
2009Clara Carnicero de Castro. Marquês de Sade: o sensualismo em sua forma máxima. Cadernos de Ética e Filosofia Política, v. 2, n. 15, p. 85-104, 2009.3

Os resultados das teorias das paixões e, mais especificamente, do determinismo sensorial de Étienne de Condillac culminaram na procura do sentimento da existência. Tal idéia propunha a maximização da sensação por meio de um aumento energético. Neste artigo, pretendo percorrer as teorias passionais dos séculos XVII e XVIII para mostrar como Sade se insere nessa tradição. Através da hipótese de que o crime sadiano é gerado pela necessidade de buscar uma energia máxima, a fim de apreender um sentimento mais vivo da existência de si mesmo, defendo que o marquês opera uma síntese de pensamento, elevando ao ápice as conseqüências do sensualismo.