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Más allá de la empatía: acoger la otredad desde su donación

Francisco Novoa

Autor
Francisco Novoa
Revista
Trans/Form/Ação
Edição
48
Ano
2026
DOI
10.1590/0101-3173.2025.v48.n6.e025145
Páginas
e025145
Idioma
es
2026Francisco Novoa. Más allá de la empatía: acoger la otredad desde su donación. Trans/Form/Ação, v. 48, p. e025145, 2026.5

Este artigo explora a discussão fenomenológica sobre intersubjetividade, desde a concepção original de empatia em Husserl e Stein até a reviravolta da dádiva em Jean-Luc Marion. Após explicar como a apercepção analógica husserliana sustenta a objetividade comum, revê as objeções de Levinas e Sartre, que demonstram que a alteridade transborda a constituição do eu e exige uma relação ética assimétrica. Marion radicaliza esse ponto ao descrever a face do outro como um fenômeno saturado cuja superabundância transforma o sujeito em um presenteado, um receptor passivo de uma dádiva que precede toda iniciativa. Essa mudança conceitual desloca a comunidade do consenso cognitivo para uma economia da hospitalidade, onde a responsabilidade emerge da fidelidade ao excesso do outro. O ensaio conclui que a fenomenologia da dádiva não apenas complementa os limites da empatia clássica, mas também oferece uma estrutura para repensar a política, a justiça e a antropologia a partir da perspectiva da vulnerabilidade constitutiva da existência humana. Submissão: 26/06/2025 – Decisão: 08/08/2025 – Revisão: 15/08/2025 – Publicação: 29/08/2025