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Teses

Matéria em Movimento: a ilusão do tempo e o eterno retorno.

Regina Helena Sarpa Schopke Alvarenga

Tese
Autor
Regina Helena Sarpa Schopke Alvarenga
Orientador(a)
Luiz Benedicto Lacerda Orlandi
Universidade
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS — UNICAMP
Programa
FILOSOFIA
Grau
DOUTORADO
Ano
2007
2007Regina Helena Sarpa Schopke Alvarenga. Matéria em Movimento: a ilusão do tempo e o eterno retorno.. 2007. Tese (DOUTORADO em FILOSOFIA) — UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS, SP. Orientador(a): Luiz Benedicto Lacerda Orlandi.3

O mundo do eterno retorno é o mundo do devir, o mundo da diferença. Nesse sentido, estamos plenamente de acordo com a perspectiva deleuziana do eterno retorno de Nietzsche como retorno de um ser pensado como diferença pura. No entanto, para nós, devir quer dizer “matéria em movimento” e não tempo, o que, de certa forma, descentra completamente a questão. Se o tempo é mesmo um enigma, seja no interior do eterno retorno, seja em qualquer outra concepção, é porque sua própria natureza é paradoxal (isto é, num certo sentido ele existe, embora não exista como algo em si). Nosso trabalho, portanto, tem.um duplo objetivo: o primeiro, é refletir sobre o próprio tempo (e, para tal, mergulhamos no pensamento de vários filósofos, e também um pouco na física, para saber de que modo ele tem sido pensado); o segundo, diz respeito ao tempo no interior do eterno retorno, pois é aqui que ele atinge o seu ponto máximo de obscuridade. De fato, é inegável que Cronos sempre despertou nos homens um misto de fascínio e horror – e isso porque, independente de como ele seja entendido, é impossível desligá-lo de sua relação profunda com a existência: eis o seu caráter verdadeiramente trágico.