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Memória, ditadura e desaparecimento: o congelamento dos processos de subjetivação

Edson Teles

Autor
Edson Teles
Revista
Revista Limiar
Edição
7 / 14
Ano
2020
DOI
10.34024/limiar.2020.v7.11471
Páginas
278-294
Idioma
pt
2020Edson Teles. Memória, ditadura e desaparecimento: o congelamento dos processos de subjetivação. Revista Limiar, v. 7, n. 14, p. 278-294, 2020.2

O artigo tem como objetivo problematizar a conceituação dos processos de subjetivação por meio da análise das políticas públicas de memória. Argumentar-se-á que tais políticas, como têm sido praticadas nas democracias contemporâneas herdeiras de regimes autoritários, a saber, por meio de uma lógica de cálculos e estratégias utilizadas para conduzir a ação dos indivíduos, configuram regimes de congelamento do agir. Utilizar-se-á como objeto central do caso da Vala Clandestina de Perus. A proposição central é a de que, ao mesmo passo em que trazem alguma diminuição para o sofrimento dos atingidos, essas políticas produzem um regime de rarefação da criação de novos processos de subjetivação.