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Memória e distinção entre alma e corpo em Santo Agostinho e Bergson

Renan Pires Maia

Autor
Renan Pires Maia
Revista
Aufklärung: journal of philosophy
Edição
6 / 3
Ano
2019
DOI
10.18012/arf.2019.49244
Páginas
p.75-84
Idioma
pt
2019Renan Pires Maia. Memória e distinção entre alma e corpo em Santo Agostinho e Bergson. Aufklärung: journal of philosophy, v. 6, n. 3, p. p.75-84, 2019.1

O presente trabalho tem como objetivo fazer uma breve análise de como Santo Agostinho e Bergson abordam a questão da natureza da memória e da distinção entre alma ou espírito e corpo. Para Santo Agostinho a alma é, seguindo a lógica da metafísica que se consolidava desde antes dele, o princípio motor do corpo, sede de todas as faculdades mentais. Assim, a sensação, a percepção e também a memória são faculdades da alma, que se utiliza do corpo para realiza-las. O corpo seria, portanto, instrumento para a realização destas faculdades. Bergson retoma esta discussão afirmando uma distinção entre espírito e corpo, considerando a memória como uma faculdade irredutível ao puro mecanismo cerebral.