- Autor
- Bruno do Carmo Silva
- Revista
- PÓLEMOS – Revista de Estudantes de Filosofia da Universidade de Brasília
- Edição
- 10 / 19
- Ano
- 2021
- DOI
- 10.26512/pl.v10i19.33885
- Páginas
- 270 - 278
- Idioma
- pt
Falar sobre a mente (manas) e a subjetividade de acordo com a filosofia do Vedãnta, implica em uma série de questões, das quais os dois pontos mais importantes são: (i) a mente é considerada como um órgão do sentido, assim como a visão; audição, tato, olfato e paladar. (ii) a subjetividade não implica em uma noção de sujeito entendida como um indivíduo separado do Todo (Brahman), uma vez que o princípio da subjetividade (ãtman) é o mesmo para todos os seres, i.e., não há diferença substancial entre as alteridades, o que diferencia um sujeito do outro é o ego (ahaá¹…kãra), que é uma entidade insubstancial constituída de nome e forma (nãmarÅ«pa). Portanto, devemos nos concentrar principalmente nesses dois aspectos, a fim de compreender claramente a posição vedantina sobre a mente e a subjetividade.
