Mentiras: Uma Abordagem do Problema da Mentira. Algumas Soluções Históricas e sua Dissolução em G. Bataille
Narbal de Marsillac Fontes
- Autor
- Narbal de Marsillac Fontes
- Orientador(a)
- Edson Peixoto de Resende Filho
- Universidade
- UNIVERSIDADE GAMA FILHO — UGF
- Programa
- FILOSOFIA
- Grau
- DOUTORADO
- Ano
- 2003
Toda sociedade está alicerçada na possibilidade de comunicação. Sem esta última não há socialização porque não há como chegar a acordos. De uma maneira geral, todo ato de comunicar-se, para ser efetivado, pressupõe a crença na veracidade do que é dito ou seria inútil. O dever de ser veraz consubstancia-se, pois, num pressuposto básico comunicativo. Assim, em qualquer sociedade é preciso estabelecer a norma de não mentir; mas é justamente aí que o problema surge: ao mesmo tempo que nós cristalizamos a regra, precisamos torná-la flexível para aquelas circunstâncias nas quais a mentira é justificável. Mas a necessidade da regra não pode ser pulverizada pelas particularizações de cada caso. Com a exposição proposta pretende-se mostrar que, como queria Kant, não há sociedade se todos mentem uns para os outros, mas que também, como queria Constant, não há sociedade se todos sempre contam a verdade. Uma solução geral, ou melhor, um critério geral para o dilema é sugerido na primeira parte deste trabalho na problematização linguístico-pragmática do que chamamos verdade e mentira. Refletindo um pouco mais, com a ajuda do pensador francês G. Bataille e sua noção de comunicação, entretanto, procuramos mostrar que o próprio problema mente...Não há problema, mas mentiras...
