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Metafísica e ciência: A vontade e a analogia em Schopenhauer

Jorge Luis Palicer do Prado

Autor
Jorge Luis Palicer do Prado
Revista
Voluntas: Revista Internacional de Filosofia
Edição
6 / 1
Ano
2015
DOI
10.5902/2179378633804
Páginas
44-84
Idioma
pt
2015Jorge Luis Palicer do Prado. Metafísica e ciência: A vontade e a analogia em Schopenhauer. Voluntas: Revista Internacional de Filosofia, v. 6, n. 1, p. 44-84, 2015.2

Este artigo investiga a resolução de Schopenhauer para o problema da unidade entre micro e macrocosmo que, segundo o filósofo, é o maior enigma da filosofia. Nossa atenção se volta para a modificação da doutrina kantiana da coisa-em-si e para o método analógico contidos naquela resolução. A tese da vontade como essência do mundo foi elaborada entre 1809 e 1814, período de formação científica do filósofo. Isso permitiu pensar a importância das ciências naturais no desenvolvimento do argumento analógico schopenhaueriano. A motivação maior no texto que se segue consiste em compreender o conceito de Vontade como coisa-em-si. A hipótese condutora afirma que o referido conceito foi elaborado a partir de um método de reflexão por analogia inspirado nos estudos científicos de Schopenhauer e, enquanto tal, é parte de uma visão analógica da realidade que exclui o discurso sobre qualquer princípio ontológico transcendente.