METÁFORAS, REDESCRIÇÕES E O PROCESSO CONTÍNUO DE CONSTRUÇÃO DE NOVAS SUBJETIVIDADES NO NEOPRAGMATISMO DE RORTY
Heraldo Aparecido Silva
- Autor
- Heraldo Aparecido Silva
- Revista
- PENSANDO - REVISTA DE FILOSOFIA
- Edição
- 10 / 20
- Ano
- 2019
- DOI
- 10.26694/pensando.v10i20.8489
- Páginas
- 31-41
- Idioma
- pt
A proposta deste trabalho é mostrar alguns aspectos da contribuição da metáfora para a construção de novas subjetividades mediante a modificação das redes de crenças e desejos humanos na perspectiva do filósofo Richard Rorty. O aporte teórico baseia-se na produção de autores como: Rorty (1991; 1995; 1994; 1996; 1998a; 1998b), Davidson (2001; 2005) e Calder (2006), dentre outros. Rorty sustenta que é a partir da modificação das práticas linguísticas e de outras práticas sociais que novas subjetividades, isto é, novos tipos de seres humanos são produzidos. Nesse processo, somente uma redescrição pode configurar uma resposta à outra redescrição, isto porque não existe nenhuma instância a-histórica, universal e absoluta que sirva de ponto neutro para julgar todas as culturas, que no seu entender são vocabulários corporificados. Finalmente, procuramos demonstrar que para Rorty, as compreensões de Freud e Davidson sobre a metáfora permitem novas possibilidades para o uso da linguagem, no sentido de criar novos vocabulários ou práticas linguísticas que contribuem na construção de subjetividades alternativas, provisórias e redescritas.
