- Autor
- Diego Fernández H.
- Revista
- Trans/Form/Ação
- Edição
- 48
- Ano
- 2025
- DOI
- 10.1590/0101-3173.2025.v48.n4.e025074
- Páginas
- e025074
- Idioma
- es
Críticas à concepção de poder de Foucault logo surgiram, assim que o autor francês formulou essa concepção em vários textos da segunda metade da década de 1970. Contudo, ninguém parece ter sido tão crítico dessa concepção quanto o próprio Foucault, conforme ele desenvolveu em cursos, entrevistas e conferências na década de 1980, e raramente em seus trabalhos publicados. Essa crítica nem sempre é explícita e, às vezes, deve ser deduzida de sutis transformações intelectuais em tais obras em andamento. Neste artigo mostramos como Foucault abandona progressivamente seu interesse pelas “relações de poder” como produtoras de subjetividade, para pensar a constituição do sujeito a partir de um duplo movimento: a) a relação do sujeito consigo mesmo; b) a relação do sujeito com a verdade. Ao final, propomos a ideia de “escrita de si” como uma extensão plausível do conceito de epimeleia heautou que Foucault desenvolveu na década de 1980. Submissão: 21/02/2025 – Decisão: 05/04/2025 – Revisão: 15/04/2025 – Publicação: 08/05/2025
