- Autor
- Macelo Fabri
- Revista
- Revista de Filosofia Aurora
- Edição
- 22 / 31
- Ano
- 2010
- DOI
- 10.7213/rfa.v22i31.2503
- Páginas
- 409-422
- Idioma
- pt
O artigo examina a ambiguidade do conceito fenomenológico de modalidade segundo Levinas. Primeiramente, considera-se a tese atribuída a Heidegger segundo a qual o sujeito humano é uma modalidade da manifestação do ser. O conceito husserliano de consciência intencional também será interpretado segundo esta tese. Em seguida, examinam-se as modalidades psíquicas irredutíveis descobertas e descritas pela própria fenomenologia husserliana. O psiquismo irredutível, cujo acesso é dado pelo método fenomenológico, não é modalidade do ser, mas do outramente que ser. Entretanto, a chave para compreender este psiquismo é o fenômeno originário da negação. Na nossa perspectiva, a tese de Levinas não se encontra tão distante da tese de Husserl, embora a diferença entre os dois fi lósofos deva ser preservada.
